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Movimento chama a atenção para os malef√≠cios do cigarro eletrônico

No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira (31), a Fundação do Câncer lançou o #movimentovapeOFF, para chamar a atenção para o uso crescente dos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.

Por Circuito Araruama em 31/05/2024 às 16:31:25

No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira (31), a Fundação do Câncer lançou o #movimentovapeOFF, para chamar a atenção para o uso crescente dos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes. Dados da Organização Pan-Americana de Sa√ļde (Opas) mostram que o consumo de vape aumentou 600% nas Américas, nos √ļltimos seis anos.

O movimento da Fundação do Câncer faz parte da campanha da Organização Mundial da Sa√ļde (OMS) Proteger as crianças da interfer√™ncia da ind√ļstria do tabaco, que visa evitar a formação de novos fumantes.A campanha pretende que os governos façam cumprir as determinações estabelecidas na Convenção Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) e as diretrizes adicionais do Artigo 13, adotadas na Confer√™ncia das Nações Unidas sobre Mudanças Clim√°ticas de 2004 (COP 10), sobre proibição da propaganda, promoção e patroc√≠nio do tabaco.

De acordo com a OMS, as empresas de tabaco gastam mais de US$ 8 bilhões por ano em marketing e publicidade. O foco principal, segundo o diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, é a população mais jovem, onde se d√° o in√≠cio da depend√™ncia, tentando estimular o consumo do cigarro eletrônico.

Pressão

Maltoni destacou que a Ag√™ncia Nacional de Vigilância Sanit√°ria (Anvisa) manteve a proibição de entrada no Brasil do cigarro eletrônico, mas admite que h√° uma pressão imensa por parte das ind√ļstrias de tabaco no sentido de formação de novos fumantes, "o que traz um risco grande para a população mais jovem e mais vulner√°vel".

Para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco, a fundação optou por lançar o #movimentovapeOFF para passar a mensagem para os jovens que isso é ruim, com conte√ļdo importante sobre os malef√≠cios que esses dispositivos trazem.

"A ideia do movimento é mobilizar de fato a sociedade, entidades p√ļblicas e privadas, para a gente vir juntos nessa causa, com objetivo de oferecer um futuro saud√°vel para os nossos jovens. É por isso que estamos fazendo esse chamado de vir com a gente nesse movimento e se tornar um vapeOFF", disse Maltoni à Ag√™ncia Brasil.De acordo com o médico, h√° uma falsa ilusão de que o cigarro eletrônico ajuda o fumante a largar o v√≠cio. "Isso não acontece. Acaba sendo uma porta de entrada para o v√≠cio. A gente j√° sabe também que quem começa a fumar o cigarro eletrônico tem o dobro de possibilidades de migrar para o cigarro convencional", alerta.

Maltoni lembrou que não h√° nenhuma publicação cient√≠fica que comprove a efic√°cia da utilização do cigarro eletrônico como instrumento para parar de fumar. "Pelo contr√°rio. Só tem riscos. H√° um volume de substâncias tóxicas, de substâncias cancer√≠genas e, sobretudo, um percentual de nicotina alto, que leva à depend√™ncia".Com mais de 200 sabores e aromas, de formatos variados, os cigarros eletrônicos enganam os jovens quando, na verdade, provocam cat√°strofes, como pneumonias graves, queimaduras, explosões, segundo especialistas. "Não tem nada de bom isso", sustentou Maltoni.

Ele avalia que o grande desafio do movimento é chegar na população que est√° se formando e é vulner√°vel à entrada no v√≠cio e se transformar em um tabagista. "Acho que o grande desafio do movimento é mobilizar e informar, trazer questões claras".

Desafio

Pesquisa do Ministério da Sa√ļde revela que mesmo proibido no pa√≠s, o cigarro eletrônico j√° foi experimentado por cerca de 1 milhão de brasileiros, dos quais 70% são jovens na faixa et√°ria de 15 a 24 anos.

Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer Alfredo Scaff, "além dos diversos malef√≠cios, h√° uma preval√™ncia de que crianças e adolescentes que usam vapes t√™m duas vezes mais probabilidade de fumar cigarros tradicionais na vida adulta".A Fundação do Câncer est√° formalizando parceria com o braço social da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), visando lançar um desafio universit√°rio que convoque alunos de universidades p√ļblicas e privadas de todo o Brasil e professores para desenvolverem projetos que cheguem nos jovens, com a tem√°tica do cigarro eletrônico.

"Eles estão nos apoiando a construir um segundo movimento, um segundo desafio universit√°rio para o Brasil todo, que é, justamente, a gente estimular o desenvolvimento de projetos que cheguem nos mais jovens até o n√≠vel secund√°rio escolar, que possam sensibiliz√°-los, utilizando o linguajar dos jovens para que eles entendam que o cigarro eletrônico é tão ruim ou pior que o cigarro convencional", disse Scaff.Esse desafio ser√° lançado no próximo ano. O projeto est√° sendo desenvolvido em conjunto pela Fundação do Câncer e Anup Social, prevendo-se ainda este ano o lançamento do edital. "Acho que é o √ļnico caminho: informação qualificada batendo na tecla e, sobretudo, sensibilizar os mais jovens, adolescentes, universit√°rios. Eles podem ser fortes aliados dessa história".

Mortes

De acordo com a OMS, h√° 1,3 bilhão de usu√°rios de tabaco em todo o mundo. O tabaco mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano, sendo mais de 7 milhões de fumantes ativos e em torno de 1 milhão de não fumantes passivos. Desse total, 1 milhão óbitos ocorrem nas Américas. A expectativa de vida dos fumantes é, pelo menos, 10 anos mais curta do que a dos não fumantes.

Fonte: Agência Brasil

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