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Rio inicia estudo de vacina contra dengue em parceria com Fiocruz


O estudo para verificar a efic├ícia da vacina contra a dengue na população adulta começou nesta sexta-feira (16), em Barra de Guaratiba, zona oeste da cidade. A parceria da Secretaria Municipal de Sa├║de (SMS) do Rio de Janeiro com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Sa├║de vai ajudar na decisão de futura incorporação nacional do imunizante para outras faixas et├írias. A vacina aplicada é a Qdenga, fabricada pelo laboratório japon├¬s Takeda.

De acordo com a SMS, a pesquisa pioneira no Sistema ├Ünico de Sa├║de (SUS), é estratégica para o combate à dengue e é fundamental para a ci├¬ncia. Ao todo devem ser vacinadas 20 mil pessoas de 18 a 40 anos da região de Guaratiba e que estejam com cadastro ativo em uma das 10 unidades de Atenção Prim├íria da região. A faixa et├íria é refer├¬ncia para até o dia 25 de janeiro de 2024. A participação é volunt├íria e a pessoa ser├í acompanhada ao longo de dois anos, que é o tempo de duração do estudo.


A região de Guaratiba foi escolhida por ter registrado maior incid├¬ncia da doença em 2023 e 2024. Além disso, é uma população com caracter├şsticas não migratórias e com 100% de cobertura de sa├║de da fam├şlia.

"Durante dois anos a gente vai acompanhar essas pessoas e todo restante da população de Guaratiba para verificar quem teve dengue ou não e se essa vacina foi eficaz nessa nossa população", explicou o secret├írio municipal de Sa├║de, Daniel Soranz, na cerimônia de in├şcio do estudo.

Segundo a pasta, a região de Guaratiba tem cerca de 67 mil moradores da faixa et├íria que são cadastrados na Atenção Prim├íria. "Como a pesquisa trabalhar├í com 20 mil pessoas, foi adotado como critério de definição dos participantes o m├¬s de nascimento. Foi realizado um sorteio e selecionados os meses de maio, agosto, outubro e novembro. Assim, os moradores da região de Guaratiba (bairros de Guaratiba, Barra de Guaratiba, Pedra de Guaratiba e Ilha de Guaratiba) com idades entre 18 e 40 anos nascidos nos quatro meses sorteados estão aptos a participar da pesquisa", informou a secretaria.


A lista com as iniciais e os cinco primeiros d├şgitos do CPF dos volunt├írios convocados est├í dispon├şvel nos sites sa├║de. Agentes de sa├║de farão a convocação dos participantes por meio do WhatsApp, ligação telefônica ou pessoalmente. Seguindo a lista publicada, os participantes também podem procurar a unidade de sa├║de de refer├¬ncia.

De acordo com a SMS, não participarão do estudo, lactantes, gestantes, pessoas com imunossupressão, que j├í se vacinaram anteriormente contra a dengue, que tiveram a doença nos ├║ltimos seis meses, que tenham recebido algum hemoderivado nos ├║ltimos tr├¬s meses ou que tenham apresentado alguma reação de hipersensibilidade a algum dos componentes da vacina.

"Pessoas com quadro febril ou que tenham recebido outra vacina de v├şrus vivo nas ├║ltimas quatro semanas terão sua inclusão no estudo adiada", completou a secretaria.


A aplicação da vacinação ser├í feita de forma escalonada. Os primeiros atendidos são os usu├írios eleg├şveis cadastrados no Centro Municipal de Sa├║de Mourão Filho, no bairro de Barra de Guaratiba.

Na primeira etapa, os participantes devem comparecer na unidade de sa├║de em datas determinadas no cronograma a ser divulgado. Nesse dia vai ser feita a coleta de sangue para a dosagem de anticorpos. "É feita uma sorologia desse sangue para verificar se ela teve dengue tipo 1, tipo 2, 3 ou 4 e também se j├í teve zica no passado. A partir da coleta do sangue a gente faz [aplica] a primeira dose da vacina e depois de tr├¬s meses a segunda dose", contou o secret├írio.


Soranz destacou que a vacina j├í é reconhecida pela Ag├¬ncia Nacional de Vigilância Sanit├íria (Anvisa), foi testada e teve sua efic├ícia comprovada. Agora, conforme explicou, o estudo vai quantificar essa efic├ícia e observar como essa vacina vai se comportar nas caracter├şsticas da população brasileira. "Esses estudos são importantes sempre que uma vacina nova é introduzida", observou.

O secret├írio lembrou que em 2021, a parceria entre a SMS, a Fiocruz e o Ministério da Sa├║de fez pesquisas semelhantes na Ilha de Paquet├í e no conjunto de favelas da Maré com a vacina contra a covid-19. "Graças às evid├¬ncias que levantamos, pudemos colaborar com a tomada de importantes decisões sobre a introdução de doses de reforço", concluiu.


Ao lado de Soranz, a secret├íria nacional de Vigilância em Sa├║de e Meio Ambiente do Ministério da Sa├║de, Ethel Maciel, afirmou que para o ministério o estudo representa um avanço muito importante porque a pasta est├í seguindo a recomendação da Organização Mundial da Sa├║de (OMS) do imunizante para uma faixa de 6 a 16 anos, apesar da aprovação da Anvisa ser para um p├║blico maior de 4 a 59 anos.

Na visão da secret├íria, o estudo vai contribuir também com as decisões da OMS para a ampliação da faixa et├íria recomendada para a vacina.

"As evid├¬ncias cient├şficas que serão geradas aqui no Brasil poderão também auxiliar a tomada de decisão em n├şvel global, no n├şvel internacional. Essa é uma faixa et├íria onde temos maior n├║mero de casos no Brasil. O maior n├║mero de casos não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil, tem se concentrado na faixa de 20 a 40 anos, então, é muito importante que a gente compreenda melhor como esta vacina funciona nesta faixa et├íria. Vacinando uma população grande, vamos ter uma ideia melhor de como essa vacina protege em um p├║blico maior. Isso vai agregando informação para que a gente possa tomar decisões e ampliar a nossa faixa et├íria", afirmou.

"Não é o ├║nico estudo que estamos [Ministério da Sa├║de] apoiando no Brasil . Temos o estudo de Dourados, temos também o estudo da Fiocruz Bahia, que vai fazer todo o acompanhamento de efetividade dos dados da vacina no Brasil, então, estamos apoiando v├írios estudos, mas consideramos aqui uma parte bastante importante porque vai pegar esta faixa et├íria de maior n├║mero de casos", concluiu.


O diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Sa├║de (PNI), Eder Gatti, também presente, ressaltou que o Brasil saiu na frente na inclusão do imunizante na estratégia de sa├║de p├║blica. "É importante destacar que o Brasil é o primeiro pa├şs do mundo a utilizar essa vacina, essa tecnologia, numa estratégia de sa├║de p├║blica. O mundo inteiro est├í olhando para o que estamos fazendo", disse.

Ethel Maciel acrescentou que a demanda maior que a capacidade de produção é um empecilho para ampliar a aplicação de doses que não são suficientes para a necessidade do Brasil. Para tentar contornar este problema, a secret├íria informou que a Fiocruz est├í em entendimentos com o laboratório japon├¬s Takeda para, por meio de transfer├¬ncia de tecnologia, poder produzir o imunizante no Brasil.

Qdenga

A Qdenga foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec), do Ministério da Sa├║de, e incorporada ao Sistema ├Ünico de Sa├║de (SUS). O imunizante é feito a partir do v├şrus vivo atenuado e interage com o sistema imunológico. Dessa forma, provoca uma resposta semelhante à gerada pela infecção natural. O imunizante confere proteção contra os quatro subtipos do v├şrus da dengue existentes: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4.

Agência Brasil

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